segunda-feira, 17 de março de 2008

Prefácio do livro por Clóvis Reis


Watson? Elementar, meu caro! Watson = rádio.

Não imagino a vida de Watson sem o rádio. Desde os tempos da Universidade, onde o conheci como aluno, sempre o vi ligado ao rádio. Os colegas tinham a mesma impressão. Nas leituras em voz alta, tão comuns em sala de aula, era o primeiro voluntário. Com um timbre característico, buscava o tom certo em cada palavra, em cada frase, comportando-se como se estivesse diante de um microfone. Assim foi a faculdade inteira. No Trabalho de Conclusão de Curso que orientei, fez uma pesquisa sobre os comerciais veiculados nas emissoras de rádio com perfil popular. Depois da formatura, perdi contato com o Watson e só fui reencontrá-lo numa pós-graduação. Sua volta à universidade me causou certa surpresa, porque há tempos não nos encontrávamos. Nessa época, trabalhava em Gaspar, numa FM com programação em rede, e vez ou outra acompanhava suas intervenções. Porém, era tudo que sabia a seu respeito. Por fim, recorreu a mim novamente para a orientação da monografia de final de curso. Em seu trabalho, fez uma análise das transmissões de rádio pela Internet. Tanto a monografia quanto o TCC estão disponíveis para consulta na Biblioteca Central da Furb - Universidade Regional de Blumenau. Encerrada a pós-graduação, de novo fiquei sem contato com Watson. Entre idas e vindas, fiquei um tempo fora de Blumenau e no retorno soube que virara empresário, que dirigia uma produtora de áudio e vídeo, que estava numa grande emissora de rádio, que estrelava comerciais de televisão, que fazia propaganda política no rádio, que fazia locuções caricatas, que incorporava personagens diante do microfone, enfim, que ocupava espaços e construía uma sólida carreira na área de comunicação.
Que bom! Como professor do Watson, sinto-me recompensado com a sua escalada profissional e torço para que siga adiante, enfrentando e vencendo novos desafios, num meio de comunicação tão apaixonante como rádio.
Já houve quem dissesse que o rádio era um meio cego. Os apaixonados preferem a afirmação de ele é o meio que permite ver com os ouvidos, que é o teatro da mente. O fato é que nesse novo mundo da comunicação, o rádio é o meio pessoal definitivo, o mais pessoal dos meios de massa.

Clóvis Reis
Doutor em Comunicação, Professor de Redação Publicitária e Produção Publicitária em Rádio.

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