29/09/2008

As minhas fitas cassetes.

Comecei em rádio há pouco tempo, cerca de 10 anos atrás. Não peguei a época do rolo, cartucho e do vinil. O MD já estava sendo substituído, em definitivo, pelo computador.
Muitos amigos relatam que naquela época era mais gostoso. Você se envolvia com as produções e os programas. Hoje não há tanto glamour, é tudo meio automático. É mais fácil agora, mas menos pessoal.
Meu primeiro contato com o mundo radiofônico foi por volta de 1997, quando eu comecei a gravar minhas produções caseiras em uma fita cassete. Tudo começou como uma diversão; depois, por conselho de colegas resolvi apresentar esse meu “portfólio” nas emissoras. Fui em rádio evangélica, danceteria e até rádio interna de shopping para mostrar o meu trabalho.
Em 1998 deram-me uma chance na primeira rádio FM de Gaspar (SC), a antiga Rádio Ativa FM, hoje Nativa. Em 1999, desenvolvi toda plástica de programação dessa rádio. O projeto de transformá-la em Nativa começou depois que participei do Programa de Treinamento da Rede Nativa FM, em São Paulo, e trouxe o conceito da rede para o sul do país.
Hoje a Nativa de Gaspar está desvinculada da rede. E eu a um bom tempo me desliguei da rádio para alçar vôos mais altos. Agradeço a essa emissora tudo o que aprendi. Aprendi na tentativa, errando algumas vezes e acertando outras. Não tive um professor ou orientador para dizer como me portar no ar, o que posso falar, para quem estou falando e se as pessoas estão ou não me entendo.
As dúvidas eram muitas. Eu não sabia se estava fazendo certo ou estava “pagando um mico”. Gravava meus programas para depois ouvir. Parava, analisava, pedia opiniões. As pessoas a minha volta diziam que estava bom, mas eu achava que poderia evoluir.
Comecei a ouvir outras emissoras de rádio. Pesquisei as concorrentes. Fiz um filtro do que era bom e ruim nas rádios brasileiras. Tentava fazer melhor, inovava. Criava “jargões”, desenvolvia novos programas. A Rádio Ativa foi uma oficina para mim. Uma escola sem professores. Um grande aprendizado.
Minha vida sempre esteve ligada ao rádio, ao áudio e à música. Antes da fita cassete, fui DJ em festas particulares e em pequenas casas noturnas em Florianópolis, cidade em que nasci e vivi até os 18 anos.
A minha formação acadêmica iniciou na primeira faculdade de Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda do Estado de Santa Catarina, em Blumenau. Foi a partir daí que me apaixonei pela área de comunicação. Durante boa parte da minha faculdade, meu tempo foi dividido entre as aulas e as viagens de ônibus que fazia no trajeto Florianópolis à Blumenau, e vice-versa.
Nesse período ouvi muita rádio com meu walkman digital, que na época paguei o valor que hoje custa um iPod. Que saudade do meu rádio! Ele tinha um som maravilhoso e durante um bom tempo foi meu companheiro de estrada. Vinha ouvindo as rádios de Florianópolis, São José, Balneário Camboriú, Itajaí, Brusque até chegar a Blumenau.
Tinha tempo suficiente para curtir, ouvir e analisar tudo. Foi um aprendizado incrível. Ah… E agora não uso mais fita cassete, uso um “moderníssimo” pendrive.

26/09/2008

Declaração de Amor ao Rádio.

Recebi um comentário muito interessante:

Caro Sr. Watson Zucco Weber.

Como apaixonado por este veículo chamado rádio, desde minha infância, quando ouvia no rádio vitrola de meu pai , era um móvel grande de valvulas e a mudança de estações era com botão que movia com uma cordinha interna, que as vezes arrebetava, neste mesmo aparelho estava acoplado um dica disco, com direito a colocar até 8 discos em seu eixo. Isso aconteceu pelo ano de 1958, por influência de meu avô e meu pai e fique intrigado e ao mesmo tempo apaixonado pelo veículo rádio. Era fã incondicional de uma emissora que já não existe no dial ( RÁDIO TUPI DE SÃO PAULO - 1040 Khz) com o saudozo Corifeu de Azevedo Marques do Jornal Falado Tupi , e quando mais jovem pela sua co-irmã (RÁDIO DIFUSORA -SP - 960 kHZ) a modelo das Fms atuais , todas AM’s, e de propriedade dos Diarios Associados. Quando fechou ambas , já mais maduro , fiquei apaixonado pela emissora do segmento jornalisticos, é fiquei fã da JOVEM PAN -SP - 620 Khs. com o ícone do jornalismo : Fernando Viera de Mello, (tambem já falecido), Hoje ouço muito este segmento de rádio (jornalismo e esporte) e Fms ( com segmento de musica estilo flash back e adulta). Mais sou muto mais o rádio que qualquer outro veículo de comunicação, pois é apaixonante, imediato , criativo, imaginativo e acima de tudo atual. Grato e Parabéns pelo Livro !
JOSE CARLOS CARVALHO, I T U - SP

12/09/2008

Livro Auxilia Professores.


O professor Mário Jordão, de Cotia, São Paulo, que faz um trabalho muito interessante utilizando o rádio como ferramenta de ensino, deixa seu comentário sobre o livro VOCÊ NUNCA OUVIU NADA IGUAL.

“Realmente afirmo que "EU nunca ouvi nada igual!" Obrigado pela atenção e pela dedicatória, parabéns pelo livro e pela oportunidade de partilhar um pouco da sua história de vida com o rádio, um veículo que também me fascina. Sou professor, e desde 2001 minha paixão pelo rádio pode aflorar e me fazer compartilhar essa emoção com crianças, professores e membros das comunidades escolares onde tive a oportunidade de conhecer. Em 2001 participei do projeto educom.radio aqui em São Paulo, onde comecei como coordenador de grupo, passando a formador de equipes e finalizando como articulador de grupo. O projeto educom trabalhava com oficinas de rádio onde as crianças faziam o papel de protagonistas, de agentes do discurso, crianças falando para crianças em programas de rádio produzidos por elas. Atualmente trabalho na Secretaria de Educação de Cotia com cursos de formação para professores, e qual curso é a menina dos meus olhos??? ELEMENTAR MEU CARO WATSON!!! O RÁDIO. Uma das minhas propostas é mostrar aos professores que um trabalho de comunicação pode ser desenvolvido com escassez de recursos e precariedade técnica.”

Conheça um pouco do trabalho do professor Mário Jordão: http://www.podcast1.com.br/canal.php?codigo_canal=3502
(Programas de rádio realizados em oficinas com professores da rede pública de ensino de Cotia - SP)