quarta-feira, 7 de abril de 2010

Jurado de Cannes comenta a publicidade no rádio.


Jurado da competição Radio Lions de Cannes, Alvaro Rodrigues acredita que o rádio é o meio ideal para os profissionais de criação usarem a imaginação. Na sua avaliação, o Brasil tem chances de ganhar Leões, não só em rádio, mas em todas as áreas do festival. Ele é presidente e sócio-diretor de criação da Agência 3, mas prefere ser identificado como redator. Alvinho é pai de Manuella, vascaíno, professor da ESPM e diretor da ABP. Teve passagens pela Speroni, Doctor, V&S Giovanni FCB e Ogilvy.

Qual a sua expectativa em relação ao Brasil?A expectativa é a melhor possível. Pela performance do País nos últimos anos. Pela qualidade do júri. Pela volta de agências como a F/Nazca S&S e Neogama/BBH. Pelo aumento no número de peças inscritas. O Brasil tem tudo para ser um dos mais premiados em Cannes.

Que responsabilidade você carrega com a indicação para compor o júri do Radio Lions?Mais do que a responsabilidade, carrego o critério. Por isso fui um dos escolhidos para fazer parte do grupo de jurados brasileiros. A minha meta como jurado é a de fazer o melhor trabalho possível, ter a certeza de que as peças premiadas na categoria representam o que de melhor o mundo fez naquele ano.

Qual sua visão do meio rádio? O que é mais eficaz na publicidade no rádio?Uma das poucas plataformas de comunicação que estimula como nenhuma outra a imaginação do consumidor. Uma das poucas mídias em que uma verba reduzida não diminui uma grande ideia. Ou, como disse Paul Lavoie, presidente do júri de Rádio, “ganhar um Leão em Rádio será sempre mais pela ideia do que pelo artifício”.

Como é seu ritual de preparação?Gostaria de ter acesso às peças inscritas pelo Brasil antes do festival. Vou criar uma conta de e-mail para receber os spots e jingles das agências. Enfim, quero chegar a Cannes conhecendo o maior número de inscrições possível do País. Além disso, minha ideia é embarcar pouco tempo antes e ficar em Londres lapidando o meu inglês. Morei lá e será interessante usar esse período para isso.

O que falta ao meio rádio?Mais carinho e mais profissionais criando para ele. Acho que o foco nas novas mídias, mesmo as não tão novas como TV e mídia impressa, fez com que o rádio perdesse um pouco da sua importância.

Qual a sua visão do áudio no trabalho de construção de marca? Alguns ruídos, como o da Intel, têm elevado índice de lembrança, como o legendário “Varig, Varig, Varig”?Cada vez mais eu percebo clientes buscando identidades sonoras para as suas marcas. Produtoras especializadas em sound branding surgiram. O áudio ganha relevância na construção de marca.

Quais rádios você sintoniza, daqui e de fora?Eu ouço rádio como fonte de informação, jornalismo, uma vez que as bandas e músicas que gosto não tocam todo o tempo nas rádios. Ouço a CBN e a Band como fontes de informação, no caminho do Leblon (bairro onde moro) a Botafogo (onde ficam as agências 3 e Local). Ouço bastante as rádios customizadas do iTunes.

Fonte: Propmark.

Nenhum comentário: