terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Celular com Rádio Pode Custar Mais Caro.



A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT) está batalhando pela aprovação do projeto de lei (PL nº 8438/2017) que obriga as empresas fabricantes de celular a disponibilizar a recepção do rádio FM.

Já a Associação Brasileira de Indústria Eletro e Eletrônica (Abinee) diz que o celular com rádio FM integrado custará mais caro para o consumidor.

ABERT rebate afirmando que os celulares já são fabricados com chip FM e alguns modelos são comercializados com o dispositivo desativado. Para funcionar, basta desbloquear o chip existente. Os fabricantes seguem uma tendência de não ativar o chip existente no aparelho, forçando o consumidor a usar o plano de dados para ouvir rádios.

A Associação acredita que o rádio é um poderoso e importante meio de comunicação gratuito para a população e o projeto de lei protege os consumidores com menor poder aquisitivo, já que escutar rádio por streaming consome os créditos do plano de dados, inviabilizando o acesso à programação. Além disso, nem todo o país tem sinal de internet, mas de rádio sim.

Nos Estados Unidos, a FCC, principal órgão regulador de comunicações, pediu diretamente à Apple para ativar os chips de rádio FM instalados em iPhones.

A Apple informou, por meio de nota que os modelos mais novos que o iPhone 6 não têm chip FM embutido, e tampouco antenas para recepção do sinal FM.

Já a Associação Nacional de Radiodifusão (NAB), contrariando as afirmações da Apple, afirma que segundo dados da ABI Research (empresa de consultoria americana), desde 2012, todo iPhone produzido contém um chip que inclui um suporte para rádio FM. Insiste ainda que a empresa continua a vender o iPhone 6S com chip FM desativado e que existem, aproximadamente, 100 milhões de aparelhos com o chip FM desativado.

A ativação do chip, segundo o presidente da FCC, Ajit Pai, permitiria o acesso dos consumidores a informações importantes durante os desastres naturais que comprometam redes sem fio. Para justificar o pedido feito à Apple, ainda de acordo com Ajit Pai, mais de 90% das torres de telefones celulares em Porto Rico e quase 70% nas Ilhas Virgens americanas, ambas localizadas no Caribe, ficaram fora de serviço após os furacões dos últimos meses danificá-las. "É hora de a Apple colocar a segurança do povo norte-americano em primeiro lugar", disse Ajit Pai em comunicado.

A Apple também se justificou, com uma desculpa "esfarrapada" às críticas e afirmou que “a empresa se preocupa profundamente com a segurança de seus consumidores e, por isso, desenvolveu soluções seguras para os produtos e que os usuários podem ligar diretamente para os serviços de emergência durante as catástrofes”. Esquece a Apple que os usuários poderiam receber mensagens gratuitas pelo rádio, prevenindo pessoas e salvando vidas.

Pelo jeito a briga vai longe.

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